terça-feira, 28 de junho de 2011
O ser humano é muito surpreendente,,
já havia assistido o vídeo do pronunciamento de Miriam Rios qdo o recebi em um e-mail da Jane ..com um comentário.."O ser humano é muito surpreendente..."longe de mim... criar um criprocó ou ou levantar bandeiras ou arria-las...a união entre seres do mesmo sexo existe e sempre existiu...e não me parece justo querer que algum ato ou fato ocorra após a sua oficialização em um papel.....dessas uniões decorrem muitas coisas ...patrimónios...dependência financeira ...filhos adotados ou não...não me parece que ainda seja o momento se discutir se podem casar ou não....mas sim de regularizar as uniões já existentes....e.como considero ..".junto por gosto casado é."....o problema não é social e sim jurídico....e me surpreendeu tb a fala de Miriam Rios no plenário....e não tanto pela forma com que abordou o assunto.....o direito de qlq cidadão de contratar ou não alguém para prestação de serviço se este se declara homossexual...se p/ babá ou empregada doméstica é necessário declinar a opção sexual...coisa que nunca fiz nem ao empregar aki em casa ou no restaurante.....mas o seu tom de voz e sua expressão facial....tornou-se uma mulher de olhar e modo de falar endurecidos.....e me parece que ao empregar alguém ..fora no serviço publico ...o que conta é a capacidade e a empatia....e em nome da empatia ela descarta a quem não lhe preenche os requisitos.....ou será que ela quer instituir o direito de despedir por justa causa qdo o patrão não gosta ou concorda com a opção sexual do empregado.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Acreditar e ter fé.
vejo isso como uma dádiva
realmente sinto inveja de quem a tem
daqueles que se surpreendem
diante das minhas dúvidas
que me olham com espanto
crer torna mais fácil viver
e resignar-se perante os reveses da vida
confesso a vocês que sou uma eterna questionadora
sou o tipo sou ateia , graças a Deus
e o engraçado que mesmo com minhas duvidas eu rezo
e almejo ter a chance de um dia acreditar
acreditar que Deus criou o mundo e o homem
mas como sou extremamente racional
me deparo coma evolução das espécies
como negar que os continentes surgiram de uma separação
que os esqueletos de espécies que viveram
a bilhões de anos, hoje encontrados , são algum blefe
e acha inegável o processo evolutivo da terra
e o processo evolutivo das espécies
e ai entra na minha cabeça uma lacuna
em que momento esse Ser Maior interferiu
qdo leio um relato como o da Nò
que tem fé inabalável
fico em total conflito
sofro até por saber pouco
sou infelizmente daquelas
cujo racional domina o emocional
mas ao mesmo tempo quero encontrar
um sentido para nossa existência
como gostaria de encontrar o elo perdido
o elo que una a evolução com a Criação.
domingo, 26 de junho de 2011
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda, foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do ânus, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda, foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do ânus, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
e-mail recebido de Marcia.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
RECANTO
Do remanso daquele rio tranquilo e belo,
Onde repousam lindas pétalas caídas,
A imagem dela se projeta como ao sair do prelo
Com seus cabelos brilhando feito pérolas polidas.
O fôlego pede uma pausa
E o coração num estalo pára.
Tudo é extraordinariamente mágico por sua causa
E ao redor o que estava doente, sara.
A respiração volta precipitada,
E se existe o céu, ali está ele com toda beleza,
Sendo que os anjos do amor nessa empreitada
Emitem sublimes cantos prá ela, a realeza.
Tudo parece simples e belo, como ELE projetou,
Nem mesmo uma foto pode autenticar
Tamanha graça que super abundou
Àquele recanto tão lindo que para ela se formou.
Ela emerge como fada em cada coração,
Cujo pulsar é tão forte que nem trovão
Para que as chuvas de amor, varram todo o caminho
Onde ela passará protegida com muito carinho.
Acyr Gomes
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Livre Arbítrio
Hoje fiquei triste e pensativa
Não estou julgando ninguém
Estou somente constatando o ser humano
Cada um age na sua vida
Da forma que achar melhor
É o tal do livre arbítrio
Que você o usa de diversas formas
Tem aquele que segue os conceitos da sociedade e da educação
Tem outro que não quer ser um cara comum e vive para ser diferente
Tem aquele que mesmo que todos falem que a coisa é boa pra ele, ele faz ao contrário
Porque tem o livre arbítrio de fazer da forma que ele acha a certa e melhor para ele
Tem outros que esquecem da educação que tiveram em suas casas
E saem por ai xingando e esbravejando com o mundo e com todos
Ou mesmo aqueles que não sei porque acham que não devem nenhum agradecimento a ninguém
Que provavelmente nasceram sozinhos e não precisam de amigos
Muito menos daqueles que nem conhecem, mesmo que estes amigos
Que lhes tem em muita consideração, e nas horas difíceis se unem
Para juntos fazerem até orações, ou mesmo palavras de apoio
A vida é mesmo difícil, ou será as pessoas que o são
Não compreendo certas atitudes
Não fazem muito sentido para mim
Mesmo estando acostumada a lidar com muitas pessoas sempre
Tanto no trabalho, como na minha vida pessoal, e nas horas de lazer
Todas tão diferentes, e ao mesmo tempo tão iguais
Com as mesmas necessidades, com problemas de auto afirmação
Ou mesmo alguns com problemas de se aceitar como são
Mais isto ninguém pode mudar, pois suas atitudes são aquelas que elas querem ter
É o livre arbítrio agindo novamente em suas vidas
Conheço tanta gente que se fere, e fere também aos seus próximos
Somente por não ligar para nada e nem para ninguém
Devem ser pessoas tristes que ainda não acharam seu caminho
E vão passar a vida a procura de algo que lhes satisfaça
Só que se você procura muito, acaba perdendo tempo e não achando nada no futuro
E talvez passando o resto da vida a procura da felicidade que jamais virá
Fico triste por constatar isto em certas pessoas
Que a gente gosta muito, mais que não podemos fazer nada por elas.
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