quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Colírio diário


Caco lírio, Caco lírio
Seu nome é de uma flor
Seus braços fortes como um tronco
Suas pernas são como raízes
Seus olhos são como a lua
Que refletem no escuro
A pureza de sua alma
A delicadeza dos seus gestos
A masculinidade de seu ser
Sua boca carnuda nos faz delirar
Seu jeito de ser nos faz suspirar
Homem bonito e gracioso
E com tudo isto ainda trabalhador
Só não é falso, nem leva desaforo pra casa
Devolve palavras nas mesmas palavras
Seus atos as vezes machuca
Só porque vc não quer se vender
Mas que bom que vc entendeu
Que numa comunidade todos se ajudam
E vi em seu ser um cara bacana
Que apesar de estar sendo excluído
Tenta ajudar aos poucos amigos
Isto se leva muito em conta mais do que
A sua linda aparência e nossa preferência
Espero que fique nesta fazenda
Sendo o colírio de nossos olhos diário
E mostrando à todos que não precisa de falsidade
Nem ser ator para conquistar lindas amizades

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

parceiras e parcerias



entro no halos e encontro Majô
fiquei muito feliz
vcs não podem imaginar
com o meu tempo escasso
não tenho amizades cultivado
mas não as esqueço não
Majô foi e é parceira
e se hoje de Iris pouco falo
em função da sua vida
e da sua independência
e dos rumos que tomou
mas no meu pobre coração
tem lugar bem reservado
ai que alguém a ofenda
e torne a injustiçar
o meu sangue ferve
e corro a tentar lhe justiçar
e Majô sabe da parceria
que se precisar é só gritar
que eu e a Nò aki nos ceguetas
nos empenhamos em ir ajudá-la
e com saudade lembro dos tempos
qdo ainda não sabíamos
o que o futuro reservava
pra menina Sirinha
e com ela nos preocupávamos
hoje creio que desnecessário
porque a vida mostrou
que com a gente ao seu lado
ou sem ou apesar da gente
ela nasceu pra brilhar
e sabia muito bem
quais os rumos tomar!

MARIA FUMAÇA




Viajar de trem Maria Fumaça
é voltar à época dourada
época de jardim com praça,
lugar de reunião e também de tourada.
O trem de madeira nos faz
conhecer um pouco como vivia o povaréu
de tempos idos cujos relatos
são obtidos pelos escritos em papel
e guardados com muito carinho em vários relatos.
Jovens de várias localidades onde o trem passava
entravam e tomavam lugares nas diversas poltronas.
A Maria Fumaça fazia paradas e nas suas janelas se debruçavam
os alunos a chamar os colegas com nomes próprios diversos.
Entre eles, José, Pedrita, Maria e Estevam,
fazendo o fiscal ficar preocupado em recolher os ingressos.
Os uniformes bem engomadinhos e plissados
era muito lindo ve-los prevalecer.
Sapatinhos limpinhos e bem engraxados
fazia aquele conjunto difícil de esquecer.
Terminada a viagem de ida, se dispersavam
numa alegria incontida e singular
indo cada um pro seu lado, desejavam
um dia feliz, com promessa de todos voltarem a se encontrar
no comboio de retôrno à localidade em que moravam.
Transportando-nos para o momento atual,
vejo as ceguetas, de um modo geral, como aquelas estudantes,
ao se encontrarem neste comboio virtual,
para com alegrias sempre atuantes
nos enviarem pelas telinhas assuntos de modo sensacional.
Nossa condução, hoje, não é de madeira.
Nossa condução, hoje, é a cadeira
e a direção que tomamos é aeroespacial
sendo o teclado a nossa maneira
de conversarmos, de um jeito muito legal.

Acyr Gomes

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

falta do que fazer?


complicado o ser humano
qdo tento entender
me deparo com a frustração
não sei qdo age e o porquê
deve ser alguma carência
ou pode ser falta do que fazer
vc vir para a net
pro meu saco encher
haja saco meu amigo
ve se me esquece
ou me erra
faz alguma coisa por vc
se vc fica á toa
sem ter nada pra fazer
inventa alguma coisa
saudável a de ter
joga o jogo das bolinhas
tem site de quebra cabeças
e até de relacionamentos
tem os twitter da vida
ou melhor a vida em TT
invenção do mundo moderno
que substitui telefone
e acaba com privacidade
mas se é gosto do fulano
o que há de se fazer
bom proveito e se distraia
mas me deixe no meu quadrado
com seu defeitos e qualidades
não venha aki sugerir
como devemos agir
e muito menos apontar
os erros que aki encontrar
vc não foi convidado
e opinar em campo alheio
é pra quem tem intimidade
ou não tem mesmo o que fazer!

A propósito de Fran e Tom


A verdade que sai do coração é como água cristalina que sai da fonte
Se armazenada em um jarro de bom barro, a água mantém seu frescor e pureza.
No escuro , guardada, em silencio e isolamento,
a qualidade do jarro de barro determina os rumos da água.
Se forte, se feito com primor, se puro e bem curtido,
o jarro de barro contem a água cristalina, fazendo com que dure,
se mantenha íntegra, e mate a sede dos que a apreciam.
Se fraco, misto a impurezas, construído atabalhoadamente,
o jarro não adquire sólida construção, suas paredes cedem,
e seu teor cristalino se esvai, espalhando-se desordenadamente,
misturando-se ao solo, transformando bom e ruim em um só lodo.
Eu verdadeiramente acredito que todos somos feitos de coisas boas e ruins,
tudo depende de como escolhemos viver, a quem escolhemos ouvir,
e de que barro será feito o jarro que conterá a nossa verdade.
Podemos mudar nosso rumo durante a vida, assim como quem encontra
melhor barro, para fazer o jarro, que guardará sua verdade.
Podemos aceitar novas perspectivas, chacoalhar o conteúdo estagnado
substituir o jarro quebrado, beber água mais pura,
dividi-la com antigos e novos companheiros.
Podemos, nem sempre o fazemos, pois isso requer coragem...
coragem tamanha para o jarro desfazer, o barro antigo remexer,
filtrar, aprimorar, fazê-lo novo, para nossa água da verdade,
novamente conservar.
Assim são feitas as escolhas da vida, melhorar, ouvir¸ admitir fraquezas,
estender as mãos, abrir os olhos, ouvir, calar, esperar a consolidação de novas idéias com calma:
Jarro no forno, ficando pronto aos poucos, solidificando, curando e,
por fim, recebendo a água cristalina e fresca, renovada com a sorte
de conhecer um novo jeito de viver, um novo riso, uma nova dança,
um jeito diferente de ser gente.
Talvez seja em homenagem a tamanha coragem de viver na verdade,
que largo tudo, neste domingo ocupado
e me encanto vendo imagens dos que antes eram chamados loucos, destemperados,
ciumentos, desvairados.
De uma, me vem certeza, de outro, a mais forte impressão!
Eles que hoje riem largo,
que dançam de um jeito maluco, que olham nos olhos...
Vale a pena parar um pouquinho, e observar genuínas afinidades.
Sua verdade apareceu intacta, pois estava bem guardada,
Num jarro solido e bem vedado, de barro bom, feito para guardar bens preciosos:
Verdade, amizade, solidariedade, companheirismo
E um defeito ou outro (quem não tem) em fase de remodelagem.
Prazer de ver a verdade aparecer, corajosos os que, sem alarde,
vão ao fundo do jarro de barro, sempre o reconstroem, o reinventam
pois sabem o bem que sua água contém e não se importam em dividi-la,
mas não deixam as mãos da maldade poluí-la.
Hoje eu respiro fundo e, mediante imagens felizes, simplesmente sorrio.
Enquanto isso, longe e perto, quantos não estão admirados
de como suas próprias maldades e bondades se fundiram,
formando uma lama irreparável:
`Por que não ouvi, não refiz meu caminho, não me dei ao trabalho?
(Muita discussão, cada um com sua conclusão)
Bem que falaram, bem que falaram...``

Por : Dora

Joguinho de bolinhas